Real Madrid vence Borussia Dortmund por 3 a 2 e vai à semifinal do Mundial de Clubes 2025

Real Madrid vence Borussia Dortmund por 3 a 2 e vai à semifinal do Mundial de Clubes 2025
ago 23 2025 Beatriz Oliveira

Noite de sufoco no Medlife Stadium: vantagem, susto e resposta

Em jogo de roteiro imprevisível, o Real Madrid venceu o Borussia Dortmund por 3 a 2 e carimbou a vaga na semifinal do Mundial de Clubes 2025. No Medlife Stadium, a equipe espanhola controlou boa parte do duelo, abriu dois gols de frente, e mesmo assim precisou administrar um abalo nos acréscimos, quando o time alemão quase levou a partida para a prorrogação.

O início foi de estudo dos dois lados. Dortmund marcando em bloco médio, sem se expor, e Madrid trabalhando por dentro com Jude Bellingham recebendo entre as linhas, enquanto Vinicius Junior e Kylian Mbappé alternavam ataques à profundidade. Com Federico Valverde e Arda Güler ajustando o ritmo no meio, e Antonio Rüdiger impondo força nos duelos, os merengues foram empurrando o jogo para o campo ofensivo.

O primeiro gol saiu de uma construção limpa: saída por baixo, aceleração nas costuras e finalização precisa. Sem forçar mais do que o necessário, o Madrid seguiu maduro e encontrou o 2 a 0 antes do intervalo, deixando o Dortmund em uma encruzilhada: ou subia as linhas e corria riscos, ou assistia o relógio trabalhar contra.

No segundo tempo, o time alemão endureceu o jogo. Adiantou a pressão, tentou atrair erros na saída madrilenha e encontrou brechas pelos lados. Ainda assim, faltava clareza no terço final. Quando parecia que o Madrid controlaria o placar até o apito, a partida mudou de tom nos acréscimos: Maximilian Beier apareceu para diminuir, 2 a 1, e recolocar o Dortmund na disputa.

O gol acendeu o estádio e trouxe ansiedade ao lado espanhol. Só que a resposta foi imediata. Em transição rápida, Mbappé atacou o espaço, faturou o 3 a 1 e esfriou o embalo alemão. Mesmo assim, o Dortmund não largou o osso: insistiu, ganhou uma penalidade nos instantes finais e Serhou Guirassy cobrou com firmeza, 3 a 2. Faltou tempo para mais. O Madrid resistiu à última bola e saiu com a classificação.

No saldo, uma vitória com cara de grande torneio: controle por longos trechos, susto no fim e decisão nos detalhes. Carlo Ancelotti mexeu no ritmo do jogo quando precisou, alternando fases de posse mais curta com ataques diretos, enquanto Edin Terzic demorou a soltar o time — e pagou especialmente pelo que deixou de fazer no primeiro tempo.

Análise: encaixes, duelos e próximos passos

Análise: encaixes, duelos e próximos passos

O Madrid se sentiu confortável quando conseguiu emparelhar as forças no meio. Valverde cobriu grandes áreas, Güler foi uma opção de passe simples — sempre oferecendo linha para progredir — e Bellingham foi o desafogo para virar o corpo e pressionar a última linha do Dortmund. Com isso, Vinicius e Mbappé tiveram campo para atacar as costas dos laterais. Quando o time espanhol acelerava, a defesa alemã ficava dividida entre fechar por dentro e proteger a profundidade.

Defensivamente, Rüdiger comandou o setor com autoridade. Venceu disputas no alto e por baixo e, em bola parada, quase deixou a sua — teria sido mais um capítulo curioso diante do ex-clube, algo que já rondou jogos recentes. Ao lado dele, o time encurtou espaços entre as linhas, evitando o típico passe quebrado do Dortmund que costuma encontrar o homem livre no corredor central.

O Dortmund demorou a ajustar a altura da pressão. Nas vezes em que decidiu subir, incomodou a saída de bola do Madrid e criou segundas jogadas perigosas. O problema foi a falta de continuidade: a equipe iniciava bem a ação, mas perdia o tempo do passe, girava para trás e deixava a defesa espanhola se recompor. Quando acertou o timing nos acréscimos, marcou o primeiro gol e reabriu o jogo — tarde demais para virar a chave por completo.

Individualmente, Mbappé foi decisivo. Não só pelo gol que reestabeleceu a vantagem de dois, mas pelas leituras de espaço: recuou quando o Madrid precisava respirar, prendeu defensores e liberou Vinicius para duelos de um contra um. Bellingham foi o metrônomo emocional — ligou o time, acalmou quando o jogo pedia calma, acelerou quando havia espaço. E Luka Modric, com minutos inteligentes, deu direção às posses longas, chamando faltas e quebrando o ritmo do Dortmund na hora certa.

Do lado alemão, Beier e Guirassy mudaram a temperatura da partida. O primeiro com presença dentro da área e faro no momento do rebote; o segundo, frio na batida do pênalti e útil na disputa física para segurar zagueiros e abrir corredor aos meias. Faltou, porém, um gatilho mais cedo para atacar o lado fraco do Madrid, onde havia espaço para diagonais curtas e cruzamentos rasteiros para trás.

Em termos estratégicos, a leitura de Ancelotti pesou. O Madrid alternou 4-3-3 e um 4-4-2 sem a bola, com Bellingham fechando a linha da direita em alguns momentos, o que travou ultrapassagens do Dortmund e empurrou o rival para bolas laterais previsíveis. Quando precisava acelerar, o time espanhol esticava o campo, atraía a primeira pressão e rompia por dentro com passes verticais curtos — receita que gerou o primeiro gol e instaurou o conforto no duelo.

Nos bastidores, a sensação é de que a equipe espanhola sai fortalecida pela forma como lidou com a turbulência final. Sofrer um gol nos acréscimos costuma desarrumar até time cascudo. A resposta com o 3 a 1 e a frieza para administrar o último lance mostram um elenco acostumado a jogos grandes. Para Ancelotti, é um sinal de que o plano coletivo está acima do talento individual — ainda que o talento, como o de Mbappé e Vinicius, seja o diferencial quando a margem de erro é mínima.

Para Terzic e o Dortmund, fica a frustração de ter encontrado o caminho tarde. A equipe não se escondeu, lutou, teve personalidade no fim, mas entregou 45 minutos que pesaram no placar e no psicológico. O ajuste de pressão e a entrada mais agressiva na disputa de segundas bolas deveriam ter chegado antes. Ainda assim, a atuação final deixa uma mensagem positiva sobre a capacidade de competir em cenário de elite.

O calendário do Mundial de Clubes agora empurra o Madrid para uma semifinal em que a exigência sobe mais um degrau. A equipe aguarda o rival que sairá do outro lado do chaveamento, e a tendência é que a preparação foque em duas frentes: proteger melhor a área em momentos de bola aérea e manter a eficiência nas transições ofensivas. Se o time espanhol repetir o nível de controle que mostrou por longos períodos no Medlife Stadium, chega com boas cartas na mão.

O jogo também deixa lições práticas. Ao Madrid, que não pode permitir que partidas sob controle reabram brechas emocionais nos minutos finais. Ao Dortmund, que precisa encurtar o tempo entre ajustar a estratégia e colocá-la em prática dentro do jogo. Em torneio curto, com eliminação direta, o intervalo entre a ideia e a execução costuma separar quem avança de quem volta para casa cedo demais.

No Medlife Stadium, ficou a imagem de uma noite elétrica: torcida espanhola cantando alto com a classificação; alemães aplaudindo o esforço da arrancada final; e dois times que entregaram intensidade, alternativas táticas e um final que manteve todo mundo em pé até o apito. O placar de 3 a 2 conta a história da eficiência de um lado e da insistência do outro — exatamente o tipo de duelo que o Mundial de Clubes promete quando junta gigantes em um cenário só.

14 Comentários

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    Aléxia Jamille Souza Machado Santos

    agosto 24, 2025 AT 23:48
    QUE PARTIDA INCRÍVEL!!! 🤯🔥 O Madrid foi o clássico time que sabe ganhar mesmo quando tá apertado... Mbappé é um monstro mesmo!
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    Gabriel Felipe

    agosto 26, 2025 AT 09:37
    o que mais me chamou atenção foi o valverde ele tá tão completo agora que parece que joga em 5 posições ao mesmo tempo
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    Thais Cely

    agosto 28, 2025 AT 00:58
    EU JÁ TAVA CHORANDO QUANDO O GUIRASSY FEZ O GOL!!! 😭💔 Depois o Mbappé veio e me arrancou o coração de novo... NÃO AGUENTO ESSA TENSÃO!!!
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    Kaio Fidelis

    agosto 28, 2025 AT 21:00
    Analisando a estrutura tática do Real Madrid, observamos que a transição entre o 4-3-3 e o 4-4-2 sem posse de bola, com Bellingham atuando como um pseudo-lateral direito, gerou uma compressão espacial que limitou drasticamente as opções de passe do Dortmund, especialmente nas zonas de transição entre o meio e o ataque. A eficiência da pressão alta foi mediada pela coordenação entre Rüdiger e Valverde, que, em conjunto, reduziram a eficácia dos passes diagonais curtos que o Dortmund normalmente explora. A intervenção de Modric, em momentos críticos, não apenas quebrou o ritmo ofensivo adversário, mas também criou uma dissimetria de pressão que permitiu a Vinicius e Mbappé atuarem como armadores inversos em contra-ataques verticais. Essa complexidade de leitura espacial, combinada com a precisão na finalização em situações de sobrecarga defensiva, demonstra uma maturidade tática rara em times contemporâneos.
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    Rayane Cilene

    agosto 30, 2025 AT 14:41
    O Dortmund teve coragem, mas o Madrid tem experiência. É isso que diferencia campeões de times bons. O fato de terem respondido ao gol com outro em menos de 90 segundos mostra que o elenco está mentalmente preparado para pressão de torneios grandes. Não é só talento, é cultura de vencedores.
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    Caroline Pires de Oliveira

    setembro 1, 2025 AT 00:17
    o beier foi o único que fez algo de diferente no segundo tempo e o guirassy não errou no pênalti mas o time todo demorou pra acordar
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    Andressa Sanches

    setembro 2, 2025 AT 22:27
    Acho que esse jogo foi um espelho da vida. Você controla tudo, faz tudo certo, e aí o mundo te bate no último segundo. Mas aí você respira, levanta a cabeça e vai lá e faz o que precisa. Não é sobre não sofrer, é sobre não desistir. O Madrid não desistiu. E isso é mais importante que qualquer título.
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    Irene Araújo

    setembro 3, 2025 AT 18:53
    o terzic tá perdido mesmo, se ele tivesse colocado o beier antes do intervalo o jogo tava diferente... e o madrid tá muito mais maduro que o time deles, só faltou o Dortmund acordar antes
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    Michelly Braz

    setembro 4, 2025 AT 23:32
    mais uma vitória com cara de sorte. O Madrid sempre sofre pra ganhar, e aí todo mundo fala que é 'experiência'. Se fosse outro time, já tava sendo chamado de fraco.
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    Ciro Albarelli

    setembro 6, 2025 AT 19:36
    É imprescindível ressaltar que a disciplina tática exibida pelo Real Madrid, particularmente na manutenção da estrutura defensiva durante os momentos de pressão adversária, reflete um alto grau de treinamento e alinhamento estratégico. A intervenção de Luka Modric, embora aparentemente sutil, foi fundamental para a desaceleração do ritmo ofensivo do Borussia Dortmund, permitindo que a defesa se reorganizasse. A eficiência das transições ofensivas, aliada à precisão na finalização, demonstra que a equipe opera com um sistema de tomada de decisão coletivo, e não apenas individual. Essa é a marca de um clube com tradição de excelência.
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    Tiago Augusto Tiago Augusto

    setembro 8, 2025 AT 00:54
    mbappé é o cara mesmo 🤝
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    maria eduarda ribeiro

    setembro 8, 2025 AT 01:24
    ah sim, o madrid ganhou de novo... como se isso fosse surpresa. o Dortmund tentou, mas claro, contra o clube mais rico do mundo, quem não perde?
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    Juraneide Mesquita

    setembro 9, 2025 AT 02:39
    e se o Dortmund tivesse ganhado? aí o que? o Madrid era o time mais fraco? 🤔
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    Marcus Davidsson

    setembro 9, 2025 AT 09:46
    fala sério, o guirassy é o cara que faz o gol da vida dele e o beier é o único que tá acordado no segundo tempo... o Dortmund tá no caminho certo, só falta um pouco de sorte e um treinador que não espere até os 89 minutos pra mudar algo

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